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segunda-feira, 22 de abril de 2019

Atualização de carteira /Bancos

     Olá amigos! Ando sem tempo e sem muita motivação para postagens. Estou tentando é não pensar muito em finanças e deixar os investimentos um tempo no piloto automático. Sou um sujeito muito focado. Quando tenho uma prioridade, as outras coisas acabam ficando um pouco de lado. O assunto finanças acabou dominando muito minha atenção nos últimos anos. Agora preciso me voltar para outras prioridades, mas sem voltar para a corrida dos ratos. 

   Vi que nem atualizei carteira neste ano. Atraquei-me na renda fixa por hora. No início do ano ainda fiz investimentos em ações. Reforcei posição em  ITSA (que baitas dividendos!), e resolvi entrar também em EGIE, GRND, LREN e PSSA, empresas com bom fundamentos.  EZTC já estava na carteira. Alguns aportes em FIIs também, como em FIIB. Entrei nas emissões e nas sobras de GGRC e HGBS. ABCP explodiu para o alto e avante, que belezinha hein?! Reproduzo abaixo a carteira. 



Renda Variável



ABCP1117,4%
BBRC113,3%
EGIE34,7%
EZTC32,9%
FIIB119,6%
GGRC116,2%
GRND30,6%
HGBS113,6%
HGLG114,0%
HGRE114,2%
ITSA312,5%
ITSA48,7%
JSRE112,6%
KNIP118,9%
KNRI114,0%
LREN31,6%
PSSA32,0%
VISC113,2%
    Entrei também num trade besta em CIEL por outra corretora. Vamos ver o que vira.    


  Fiz algumas alterações também na minha relação com bancos. O BB piorou demais nos últimos anos. Atendimento fraco, tarifas altas mesmo pra quem investe no banco. Só dão desconto nas tarifas de conta corrente e cartão de crédito pra quem compra produtos porcaria como PIC, Previdência, CDBosta, etc. Estou pulando fora. Fiquei sabendo que o Itaú isenta tarifas e anuidade do cartão com um certo valor em investimentos, podendo computar Tesouro Direto e Ações. Vou testar. 

    Antes disso, acabei testando o banco Inter. Mas depois daquele episódio do vazamento de dados de clientes ficou muito claro pra mim que a segurança dos bancões está muito na frente.

   Acabei abrindo sem querer também uma NUconta. "Sem querer" porque, ao utilizar o App do Cartão, cliquei em abrir conta, e... pow, conta aberta. 

   É isso aí por hora, e tocando pra frente.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Resultados da criação de gado




      Como havia prometido no post de 02.02.2018, vou relatar os resultados da atividade de recria de bovinos. Falei que ia demorar, mas que postaria os lucros.

      Bem, há cerca de um ano atrás foi feita a compra de algumas dezenas de bezerros para recria. Os animais tinham oito meses de idade e foram comprados em leilão. Eles ficaram na pequena propriedade rural de um amigo aqui em MG, que comprou metade do lote e eu entrei com a outra metade. O vaqueiro e o pasto ele não foram cobrados da minha parte. O funcionário dele já cuidava da da fazenda mesmo,  e o pasto ele queria era colocar em uso pois estava muito alto e sem nenhuma criação para comê-lo. Ele estava sem capital para comprar o lote inteiro.

      Assim, arrematamos o lote e contratamos o frete para o transporte para propriedade.

      Os custos no período foram:

- frete do leilão à fazenda;

- vacinas de aftosa 2 vezes no ano ( muito baratas, para cada cabeça sai por menos de um real);

- antibióticos, iodo e acessórios - deu umas manchas nos animais que tiveram que ser combatidos com remédios;

- sal proteinado - durante o período sem chuvas,  o pasto fica muito seco, e é necessário complementar a alimentação dos animais com o produto;

- vermífugo- uma vez no ano.

      Intercorrências - não foram muitas, mas os riscos comentados no primeiro post se mostraram presentes.  Um dos bezerros chegou a ficar sumido por uns dias e foi encontrado numa fazenda vizinha com menos peso. Não perdemos nenhum animal. Mas na prática deu pra perceber que de fato existe o risco de picada de.cobra, doenças e furto.

      Lucro - a melhor parte. Agora com 18 meses de idade foi feita a venda.  Após um ano e alguns dias,  o lucro líquido foi de 35,66%. Claro que ajudou o aumento na cotação da reposição bovina e estar livre do custo de pasto e vaqueiro. Se fosse alugar pasto, calculo que o lucro seria a metade. Mesmo assim, bastante lucrativo se houver dedicação e conhecimento do assunto. Pra quem tem terra não há dúvidas que é uma boa alternativa. 





      Interessante ver como a atividade produtiva tende a ter rendimentos muito superiores às aplicações de renda fixa, que praticamente somente repõem a inflação. O risco é maior, mas a recompensa vale a pena.

      Se for fazer novas compras, pode-se comprar um número maior de animais e o lucro vai em progressão geométrica, um belo compounding.

      O que mais gostei na realidade foi aprender sobre uma nova atividade e possibilidade de diversificação de investimentos.

      Abraço e até a próxima.






sábado, 2 de fevereiro de 2019

Henrique Bredda no twitter, value investing e longo prazo nos investimentos

           

Olá, amigos, primeiro post de 2019. Em breve irei postar sobre a carteira que vem com novidades de ações encarteiradas. Mas não podia deixar de compartilhar o conteúdo abaixo. Não sei se acompanham, mas o twitter do Henrique Breda, gestor do Alaska, tem sido uma fonte inesgotável de conhecimento em value investing e visão de longo prazo. O twitt abaixo é de 20.01.2019:

1. VERDADE INCOVENIENTE Ser value investing de verdade, não aquele simplismo folclórico de pagar múltiplo baixo, mas sim o de pagar MENOS do q vale, não é pra todo mundo. Jean-Marie Eveillard já disse para nos perguntarmos: se é tão efetivo ser value investor, pq ñ existem mais?

2. Se o mundo está cheio de investidores value investors super bem sucedidos, pq não há mais investidores adeptos dessa filosofia? A pergunta é provocadora mesmo. Jean-Marie Eveillard já responde na sequencia: a resposta é totalmente psicológica.

3. Jean-Marie responde q todo value investor, de tempos em tempos fica pra trás do mercado. Manter as convicções enquanto o q vc tem não anda, versus todos os outros, é extremamente doloroso. A dor psicológica da underperformance é uma tortura diária q poucos aguentam.

4. Segundo o próprio Jean-Marie Eveillard, "para ser um value investor vc tem q estar disposto a sofrer dor." Até aí da pra entender e concordar. Mas agora vem uma verdade inconveniente: a filosofia value investing NÃO nasce em qualquer pessoa. Não é pra qualquer um.

5. Vc pode aprender e desenvolver essa filosofia, MAS precisa de traços de personalidade prévios. Vc tem q possuir certas características que te deixam preparados para essa filosofia. Vc não precisa ter tudo, mas grande parte dos pontos abaixo estão presentes nos value investors:

6. (i) Não faz determinadas atividades só para agradar os outros, mesmo em desacordo com o q vc realmente acredita. Faz o q acredita ser o certo, independente do meio. Mesmo q a pressão das pessoas (amigos, familiares ou colegas) seja numa direção, vc não segue se ñ acredita.

7. (ii) Ñ se sente atraído por moda. Td o q é modinha, seja o q for, de roupa até música, isso tende a te causar + repulsa do q atração. (iii) vc tende a ser do contra. Se tds falam mal ou bem de alguma coisa, vc desconfia pois talvez ñ seja tão ruim ou tão bom, respectivamente.


8. (iv) Ñ tem medo de expor sua opinião antes de saber a dos outros, mesmo q isso possa te colocar em situação constrangedora, ou causar surpresa. (v) Vc não tem problemas profundos de autoestima. Vc confia em sua própria capacidade intelectual, mesmo q possa estar errada.

9. (vi) Vc tem paciência. Muita. Sabe lidar com a passagem do tempo melhor que a média. Vc sabe esperar a sua vez. (vii) Vc quer saber o motivo de td. Quase nunca aceita um "pq sim" ou "pq não".


10. (viii) Se vc fica sozinho, isolado, sem pessoas por perto, isso ñ é problema algum. Pelo contrário. Até gosta de vez em quando. Saca um livro, escuta uma música, abre ou vinho e se perde em ideias e pensamentos sem surtar. Isso até te relaxa.

11. Em essência, as condições q tornam uma pessoa um terreno fértil p/ desenvolver habilidades de value investing são relacionadas a independência intelectual, autoestima resolvida, racionalidade, desconfianda, muita paciência e até mesmo uma certa reclusão social suave...

12. Se vc se importa sobre o q as pessoas pensam de vc, se tem questões de autoestima, pouca paciência ou se não lida muito bem com solidão, vc terá mais dificuldades para ser um verdadeiro value investor. Value investing não é pra todo mundo. Essas são as minhas impressões.

13. Como disse Howard Marks quando perguntado aqui no Brasil por um grande amigo meu, pessoalmente, sobre como fazer para treinar e desenvolver o seu emocional, Marks disse: "A única coisa q não se ensina a um jogador de basquete, é como ser alto."

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Evolução 2018/Perspectivas 2019

EVOLUÇÃO





     Bem amigos da finansfera, é mais um ano que se finda e continuamos a batalha. 2018 foi um ano de grandes vitórias e realizações. Objetivos pessoais e financeiros atingidos (exceto exercícios e dieta que ficaram pra 2019).

     Cada vez mais chego à conclusão de que a evolução em investir é algo que se consegue nos anos de prática e pouco de teoria. Quando o seu está na reta ou skin in the game o aprendizado é maior. Comprar, mesmo que seja pouco de um ativo, te faz sentir parte integrante daquele negócio.

    Com o passar dos anos, adquire-se experiência, observa-se a repetição de ciclos econômicos que definem de forma determinante os resultados alcançados.



                              Investidor nos momentos do ciclo



     O curto prazo é uma armadilha. Venho tentando seguir os ensinamento de Seth Klarman, bem sintetizados por André Fogaça:

- Investimento em valor é simples de entender, mas difícil de implementar;

- O investimento em valor ocorre na intersecção entre economia e psicologia;

- Não se importe com as flutuações do mercado;

- Comprar é mais fácil do que vender para investidores em valor;

- A boa e velha regra de fuja do efeito manada;

- Segurar dinheiro para esperar uma “liquidação” não é um pecado;


     Ou diretmante como diz Klarman em seu discurso Hard decisions:

     "Como seres humanos, vivenciamos o tempo de maneira bem diferente das instituições que criamos, povoamos e lideramos. Mesmo quando queremos fazer a coisa certa, há chefes, clientes e mercados abertamente ou subliminarmente nos pressionando para ter uma visão de curto prazo. Como John Maynard Keynes notou, “a longo prazo estamos todos mortos”. Pode ser tentador acreditar que o longo prazo é simplesmente uma série de períodos menores, mas a realidade é que as pressões imediatas podem sobrecarregar a visão de longo prazo , e até mesmo nos levam a tomar ações que são o oposto do que uma orientação verdadeiramente de longo prazo produziria. Todos nós devemos estar mais conscientes das distorções e dos erros que podem surgir do foco excessivo no curto prazo."

     Venho sendo até repetitivo nessa questão do foco no longo prazo. É que trata-se de um auto convencimento. As pessoas ricas que já conheci adquiriram ativos de valor e deixaram a fórmula exponencial do tempo agir.  Respeito os traders sérios que conseguem se manter nessa difícil e estressante atividade. Mas não é pra mim.


às vezes é melhor ir devagar...




GGRC11 - 3ª emissão


GGRC




      Vou subscrever tudo que tenho direto. Como comentei no blog do colega ministro do investimento, o que gosto no modelo "sale e lease back" é que o fundo acaba atuando como um banco, recebendo aluguéis como "juros" e com uma bela garantia que é próprio imóvel, que já consta como propriedade do fundo. Os contratos são bem amarrados, a gestão é ágil e profissional. E com o crescimento do fundo, os riscos vão ficando cada vez mais diluídos.


CARTEIRA

     Na carteira de renda variável, a novidade é EZTC. Empresa equilibrada, pouca dívida,  e que pode se dar bem em possível novo ciclo da construção civil.  Foram reforçados aportes em ITSA, HGBS, VISC, FIIB.

     Carteira atual:


Clique na imagem para ampliar



2019 - PERSPECTIVAS

     No final de 2017 não me lembro qual blog perguntava os palpites para 2018. Lembro de ter chutado crash do bitcoin e crash nos EUA. Nem sou bom de palpite, mas o bitcoin teve queda de 75% esse ano. Acho interessante e disruptiva a tecnologia do blockchain, mas as moedas virtuais ainda são claramente especulativas.

     Para 2019 arrisco início de recuperação econômica no Brasil, inclusive mercado imobiliário e correção de preços com queda  nas ações americanas. Meio óbvio, mas não sou vidente...kkkk. Se alguém quiser arriscar algum palpite, deixa aí. Abraço, e até a próxima.





sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Crie seu próprio aumento / Citação do blog no Valores Reais


Primeiramente gostaria de registrar a enorme alegria de ter sido citado no último post do blog Valores Reais"Se você gerenciar mal o seu dinheiro, ter mais dinheiro não vai resolver seus problemas".

O Valores Reais é um dos primeiros conteúdos de educação financeiras que me despertaram a mente para sair da corrida dos ratos nas finanças. E é um dos maiores blogs de educação financeira do país. Fez-me evoluir muito, e servir de inspiração para um post do Guilherme foi mesmo uma honra. 

-____-

Nesse período de crise muita gente passou alguns anos sem ter sequer um aumento de salário, ou quando o teve, sequer repôs a inflação.  Embora isso possa dificultar o progresso financeiro, não deixe que te impeça de alcançar meus objetivos.

No meu caso, até tive alguns aumentos, mas eu tentei criar  um aumento adicional através dos ativos acumulados. Aluguel de imóvel, rendimentos de Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs), dividendos de ações e juros de renda fixa rendem-me hoje cerca de 25% do meu salário. 

Destaque aqui para os FIIs. A renda é o dobro do que consigo com aluguel de imóvel físico. Claro que tem seus riscos, mas o brasileiro precisa conhecer melhor esse ramo de investimento. 

Enquanto vejo a maioria dos colegas se lamentando por não terem aumento e ficarem pendurados em empréstimos consignados, vejo meus ativos crescerem e produzirem frutos. Até que um dia eu não dependa mais do salário, e possa escolher meu trabalho por prazer. 

Talvez você ainda não tenha acumulado ativos para produzir renda, mas há outras formas de produzir seu próprio aumento, como vendendo seus produtos que não usa mais pela OLX ou utilizando pontos esquecidos do cartão de crédito.

Outra forma de aumentar seu dinheiro é economizando gastos supérfluos. Um real economizado é um real ganho. Também é possível procurar um trabalho extra em tempo parcial. O importante é seguir na luta. 

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

A psicologia do dinheiro V



Olás, esta é o último post de uma série  baseada no  artigo de Morgan Housel - A Psicologia do Dinheiro -The psycology of money

Pirâmide de grau de importância nos investimentos - sem a base, tudo irá ruir



Não ache que o que aconteceu no mercado em um passado recente irá repetir-se indefinidamente no futuro.


Manchetes de notícias no mês após o 11 de setembro são interessantes. Poucos acreditam na ideia de que o ataque foi um caso isolado; o próximo ataque terrorista em massa estava certo ao virar da esquina. "Outro ataque terrorista catastrófico é inevitável e apenas uma questão de tempo", disse um analista de defesa em 2002. "Um alto funcionário antiterrorismo diz que é 'uma questão de quando, não se'", lia-se em outra manchete. Além da antecipação de que outro ataque era iminente, acreditava-se que isso afetaria as pessoas da mesma maneira. O programa The Today Show tinha uma seção o que fornecia pára-quedas para os funcionários do escritório manterem sob suas mesas, caso precisassem pular de um arranha-céu.

Acreditar que o que acabou de acontecer continuará acontecendo aparece constantemente na psicologia. Nós gostamos de padrões e temos memórias curtas. E quando você está lidando com dinheiro, isso pode ser um tormento.

Toda grande vitória ou perda financeira é seguida por expectativas em massa de mais ganhos ou mais perdas. Com isso, surge um nível de obsessão em relação aos efeitos desses eventos que se repetem e que podem estar descontroladamente desconectados de seus objetivos de longo prazo. Exemplo: o mercado de ações caindo 40% em 2008 foi seguido, ininterruptamente, por anos, de previsões de outra queda iminente. E o que aconteceu? O mercado americano subiu vertiginosamente de lá pra cá. 

Esperar o que aconteceu no passado de novo em breve é um erro em si. Mas não perceber que suas metas de investimento de longo prazo podem permanecer intactas, ilesas, mesmo se tivermos outra grande queda, é o perigoso subproduto do viés de recência*. “Os mercados tendem a se recuperar com o tempo e a fazer novas máximas” não foi uma expressão de sucesso popular durante a crise financeira; “Os mercados tem crashes, e isso é um saco” era a expressão mais admirada.

Na maioria das vezes, algo grande acontecendo não aumenta as chances de que isso aconteça novamente. É o oposto, pois a reversão é uma lei impiedosa das finanças. Mas mesmo quando algo grande acontece de novo, não deve impactar suas atitudes em relação a seu portfólio. As extrapolações são de curto prazo, enquanto a maioria das metas é de longo prazo. Uma estratégia estável projetada para suportar mudanças é quase sempre superior a uma que tenta se proteger contra outra baixa.

Se há um denominador comum em tudo isso, é uma preferência por humildade, adaptabilidade, longos horizontes de tempo e ceticismo em relação a qualquer coisa "popular" que envolva dinheiro. O que pode ser resumido como: Esteja preparado para os solavancos.

Jiddu Krishnamurti passou anos dando palestras espirituais. Ele se tornou mais sincero quando ficou mais velho. Em uma famosa palestra, ele perguntou à platéia se eles gostariam de saber seu segredo.


Ele sussurrou: "Veja, eu não me importo com o que acontece."

Esse pode ser o melhor truque quando se lida com a psicologia do dinheiro.


*recência
1. estado ou qualidade do que é recente
2. PSICOLOGIA situação em que a informação recebida em último lugar sobre algo ou alguém é a mais provável de ser lembrada

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

A psicologia do dinheiro IV

Olás, esta é uma série de posts baseada no artigo de Morgan Housel - A Psicologia do Dinheiro -The psycology of money



Cuidado com o entretenimento financeiro, devido ao fato de que o dinheiro é emocional, e as emoções são aceleradas por discussões, visões extremas, luzes brilhantes e ameaças ao seu bem-estar.


Se a pressão sanguínea do americano médio subisse 3%, acho que alguns jornais o cobririam na página 16, nada mudaria e seguiríamos em frente. Mas se o mercado de ações cair 3%, bem, não é preciso adivinhar que a repercussão é muito maior.

Por que as notícias financeiras de importância aparentemente baixa sobrecarregam as notícias que são objetivamente mais importantes?

Porque o assunto finanças é divertido de uma forma que outras coisas - ortodontia, jardinagem, biologia marinha - não são. O dinheiro tem competição, regras, problemas, vitórias, derrotas, heróis, vilões, equipes e fãs que o tornam tentadoramente próximo de um evento esportivo. Mas é até um vício a partir disso, porque o dinheiro é como um evento esportivo em que você é tanto o fã quanto o jogador, com resultados que afetam você emocional e diretamente.


O que é perigoso.

Descobri que ajuda, ao tomar decisões financeiras, lembrar-se constantemente de que o objetivo do investimento é maximizar retornos, não minimizar o tédio. Chato é perfeitamente bom. Chato é bom . Se você quiser enquadrar isso como uma estratégia, lembre-se: a oportunidade vive onde os outros não estão, e os outros tendem a ficar longe do que é chato.



O viés do otimismo na tomada de risco, ou "Roleta Russa deve funcionar estatisticamente": Um excesso de apego a chances favoráveis ​​quando a desvantagem é inaceitável em qualquer circunstância.



Nassim Taleb diz: "Você pode se arriscar a amar e ao mesmo tempo sofrer aversão à ruína."

A ideia é que você tenha que correr riscos para seguir em frente, mas nenhum risco que possa acabar com você vale a pena. As probabilidades estão a seu favor ao jogar a roleta russa. Mas a desvantagem nunca vale o potencial de vantagem.

As chances de algo podem estar a seu favor. Os preços dos imóveis sobem a maior parte dos anos, e na maioria dos anos você recebe um salário mensal. Mas se algo tem 95% de chances de estar certo, então 5% de chances de estar errado significa que você quase certamente experimentará a desvantagem em algum momento de sua vida. E se o custo da desvantagem pode te arruinar, a vantagem dos outros 95% do tempo provavelmente não vale o risco, não importa o quão atraente pareça.

E a alavancagem é o terrível aqui. Ela empurra os riscos usuais para algo capaz de produzir ruína. O perigo é que o otimismo racional na maioria das vezes mascara as probabilidades de arruinar parte do tempo de uma forma que nos permite sistematicamente subestimar o risco. Os preços da habitação  nos EUA caíram 30% na última década. Algumas empresas deixaram de pagar suas dívidas. Isso é capitalismo - isso acontece. Mas aqueles os alavancados tiveram um duplo abalo: não só foram deixados falidos, mas  apagaram todas as oportunidades para voltar ao jogo no momento em que a oportunidade estava madura. Um proprietário aniquilado em 2009 não teve chance de aproveitar as taxas juros de hipoteca mais baratas em 2010. O Lehman Brothers não teve chance de tomar  crédito barato em 2009.

Minha carteira é equilibrada e diversificada. Eu corro riscos com uma porção e sou uma tartaruga aterrorizada com a outra. Eu só quero garantir que posso permanecer em pé por tempo suficiente para que meus riscos sejam pagos. Mais uma vez, você tem que sobreviver para ter sucesso.

Um ponto chave aqui é que poucas coisas em dinheiro são tão valiosas quanto as opções. A capacidade de fazer o que você quer, quando quiser, com quem você quer e por que você quer, tem ROI infinito.