Total de visualizações de página

terça-feira, 24 de julho de 2018

MFII - como pulei fora antes do barco afundar, 50.000 visitas!

VDC

   Triste notícia sobre o VDC, blogueiro tão parceiro que, com sua simplicidade, compartilhou conosco sua evolução nas finanças e na vida.  Meus sentimentos à família. 


MFII

     O acontecido com o MFII vem nos lembrar dos riscos do mercado financeiro. É sempre propagada a necessidade de diversificação e da análise dos fundamentos antes de entrar em  cada investimento. Entretanto, a rentabilidade pura e simples muitas vezes nos seduz e pode nos fazer quebrar a cara.

    Confesso que o yield do MFII me atraiu num primeiro momento.  Minha sorte foi aprofundar o estudo do fundo  e acompanhar o que os especialistas avisavam a respeito da falta de transparência na origem dos rendimentos. Depois de ouvir André Bacci, Rodrigo Costa Medeiros, Baroni, e finalmente o NOD alertarem sobre os perigos do fundo, resolvi vender minhas cotas em maio. Houve uma  live do Baroni  com o gestor do fundo, quando ficou claro que o gordo rendimento vinha em boa parte  de taxas de ingresso. O gestor então afirmou, na live,  que não tinha previsão para nova emissão, e que havia resultados de outros projetos do fundo para distribuir se não fossem as taxas de ingresso. Pouco tempo depois foi anunciada a quinta emissão de cotas com taxas de ingresso de até 30%! Ou seja, sim, o fundo precisava das taxas de ingresso para manter o patamar de rendimentos. Ficou claro pra mim. Tive receio que depois do anúncio da emissão as cotas desabassem. Não aconteceu. Ainda consegui vender as cotas a R$ 125. 

     Descrevi a saída de MFII no post de  28.05.2018: http://financasepensamentos.blogspot.com/2018/05/amigos-acredito-que-e-sinal-de.html

"É claro que os investimentos devem ser acompanhados, mas apenas vendidos se perdem sua confiança. Como exemplo, nessa queda dos FIIs, a única venda que fiz foi MFII a R$ 125, pois não gostei do anúncio da 5ª emissão muito próxima da anterior. Parece bom o negócio do fundo, mas exige muito otimismo na valorização imobiliária nos próximos anos. Além do mais, se micar a próxima emissão, a situação do MFII pode se complicar, pois a cotação a mercado está inferior ao valor ofertado na emissão, e o fundo conta com as taxas de ingresso para manter seu alto rendimento."

      Ufa! Fica a lição. 

     Nessas horas relembramos a importância dos investimentos mais conservadores como os imóveis físicos para equilibrar a carteira. O rendimento é menor mas o tijolo está ali à vista. 


50.000 visitas

    O blog completou 50.000 views! Este humilde blog é apenas um diário para desenvolvimento financeiro e pessoal. O que me satisfaz é expor e discutir assuntos sobre investimentos que não encontram eco na maioria das pessoas ao redor. O ambiente virtual proporciona um alcance maior e atinge pessoas com o mesmo interesse, além de ajudar bastante no caminho para a independência financeira. Abraço.

“Feito é melhor que perfeito”.



segunda-feira, 16 de julho de 2018

A luta continua: FIIs, ITSA3, LCA BB






Olá amiguinhos, a quantas anda esse coração investidor nesse mercado de baixa?
O negócio é não vender, segurar a mão de alface.
Da minha parte continuo aportando. De FIIs comprei ABCP11, BBRC11, KNRI11, HGLG11, HGBS11e VISC11  a preços mais atrativos e com yield cada vez mais interessante. Os proventos  recebidos todo mês são uma delícia. Vou ver se consigo fazer o próximo curso do NOD e do Fábio da Bastter. Alguém já fez?


  



VRTA11 comprei mas acabei vendendo depois que vi que tinha um default em um CRI relevante. Apurei um pequeno lucro. 

Comprei também mais ITSA3. O site de relação com investidores é ótimo e tem até uma demonstração da atratividade do preço da ação no item "desconto ITSA", ver  http://www.itausa.com.br/pt/itausa-no-mercado-de-acoes/desconto-itausa. Atualmente teria um desconto de aproximadamente 23% em relação à cotação média das participações da holding em suas empresas (principalmente ITAU, o resto é bofeira). O DY também está legal.
No radar das ações para comprar estão RADL3 e MDIA3. A questão é comprar agora ou esperar o faniquito eleitoral. Vamos ver. 






Com uma graninha extra do 13º refiz uma parte da reserva básica pessoal na LCA do BB, 83% do CDI.

No quesito saúde tive uma dor de garganta chata que me obrigou até a tomar injeção e antibióticos. O projeto academia/verão 2019 ficou postergado, mas  não saiu dos planos. Ainda chego lá.  Taca-lhe pau!












segunda-feira, 28 de maio de 2018

Home broker bleeding



  
Amigos, acredito que é sinal de maturidade manter as postagens mesmo em épocas de quedas. Na verdade,  vejo-me feliz por ver minha própria evolução no campo dos investimentos. Conhecendo meu perfil conservador, montei um belo colchão de segurança com imóveis e renda fixa. Devo ter  apenas 12% de patrimônio em renda variável. Mesmo assim, é doloroso ver o homebroker sangrando, com tudo vermelho.







   Acontece que, em épocas passadas - tive uma breve incursão anterior em ações- vendia desesperadamente. Confundia day trade com posição, comprava topo e vendia no fundo.
Após adotar a sistemática do buy and hold as coisas mudaram muito. De uns quatro anos pra cá compro títulos longos do tesouro direto sem me importar com a variação do preço, avalio o valor de FIIs e ações também sem muita preocupação o preço, e diversifico a carteira, tudo com foco no longo prazo.

   É claro que os investimentos devem ser acompanhados, mas apenas vendidos se perdem sua confiança. Como exemplo, nessa queda dos FIIs, a única venda que fiz foi MFII a R$ 125, pois não gostei do anúncio da 5ª emissão muito próxima da anterior. Parece bom o negócio do fundo, mas exige muito otimismo na valorização imobiliária nos próximos anos. Além do mais, se micar a próxima emissão, a situação do MFII pode se complicar, pois a cotação a mercado está inferior ao valor ofertado na emissão, e o fundo conta com as taxas de ingresso para manter seu alto rendimento.

   Aliás, focar no rendimento também é algo também muito perigoso. Basta ver o que aconteceu recentemente com a cotação do FII FIIGS, que tem alta renda mínima garantida mas, com a aproximação de seu fim, enfrenta uma desvalorização de cerca de 30%. Em resposta ao colega grafista fiel, no post de 09.01.2018, demonstrei minha preocupação:



   Tenho mantido meus aportes nos mesmos FIIs da carteira, além de ter entrado em HGBS e VRTA.

  Também reestreei nas ações com ITSA3.


"O mercado de ações é um dispositivo para transferir dinheiro dos impacientes para os pacientes." Warren Buffett


   Abraço e até a próxima.




quinta-feira, 19 de abril de 2018

10 diferenças entre os milionários e a classe média - Finanças & livros






Livro curto e de leitura rápida, As 10 principais diferenças entre os milionários e a classe média, de Keith Cameron. Na linha de Os segredos da mente milionária, de Harv Eker,  traz importantes lições para o enriquecimento e vida em geral. Lista das idéias:




1. Os milionários pensam a longo prazo. A classe média pensa a curto prazo.

2. Os milionários falam sobre ideias. A classe média fala sobre coisas e outras pessoas.

3. Os milionários aceitam as mudanças de bom grado. A classe média se sente ameaçada pelas mudanças.

4. Os milionários assumem riscos calculados. A classe média tem medo de se arriscar.

5. Os milionários aprendem e crescem sem parar. A classe média pensa que o aprendizado termina quando acaba a educação formal.

6. Os milionários trabalham visando ao lucro. A classe média trabalha visando ao salário.

7. Os milionários acreditam que precisam ser generosos. A classe média acredita que não tem condições de dar nada.

10. Os milionários têm múltiplas fontes de rendas. A classe média tem apenas uma ou duas fontes de renda.

9. Os milionários se concentram em aumentar seu patrimônio liquido. A classe média se concentra em conseguir aumento de salário.

10. Os milionários fazem a si mesmos perguntas que os fortalecem. A classe média faz a si mesma perguntas que a enfraquecem.




Abraço, bons investimentos!

quarta-feira, 11 de abril de 2018

HOME OFFICE

Olá felas...Deixa eu escrever aqui pros meus 3 ou 4 leitores.


Home Office




Nos últimos tempos venho trabalhando em regime  de home office, pois achei que seria uma boa. Acontece que o marasmo toma conta da gente. Essa coisa de ficar sozinho e não ver ninguém vai dando uma grande desmotivação. Engordei uns 2  quilos, pois a cozinha está logo ali com petiscos te chamando.









O seu ambiente de casa, no sentido de lar e relaxamento, acaba se tornando um lugar de stress e cabeça cheia de questões de trabalho a resolver. Além disso, não venho conseguindo manter autodisciplina para cumprir as metas mensais de produtividade. Assim, Devo voltar a trabalhar no escritório. Não é longe de casa, talvez gaste um pouco mais com estacionamento, mas vale a pena. Tenho um perfil mais tímido e fechado, e trabalhar em casa piora isso.









FIIs

Não selecionei FIIs novos. Mantive a carteira, mas aportando mais em KNIP, FIIB, JSRE, ABCP. Acredito que uma carteira com muitos ativos dê muito trabalho pra acompanhar. Também não quero entrar em nada que me desagrade, como fundos administrados pela BTG. Se tivesse mais tempo até acompanharia mais de perto. Esses dias HGLG chegou a R$ 1560 e ja se tinha quase certeza que cairia depois de liberarem as novas cotas subscritas para negociação. Agora está R$1390. Podia ter vendido e recompra do mais barato, mas estava no meio de uma reunião. De qualquer forma, se  não fosse o meu trabalho, não teria nenhum merréis para aportar. Então, melhor concentrar no trabalho principal até atingir a liberdade financeira.

Dos outros ativos não falo muito pois são mais passivos, NTN-B, LFT, LCA.








Bois

O meninos vão bem, crescendo. Gostei do ramo, além estar relaxando às vezes no campo.

Hasta la lista





terça-feira, 3 de abril de 2018

Tabacaria

Hoje sem finanças, só pensamentos. Homenagem ao grande Fernando Pessoa e sua profunda sensibilidade.


Tabacaria


Não sou nada.

Nunca serei nada.

Não posso querer ser nada.

À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.




Janelas do meu quarto,

Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é

(E se soubessem quem é, o que saberiam?),

Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,

Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,

Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,

Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,

Com a morte a pôr umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,

Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.




Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.

Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,

E não tivesse mais irmandade com as coisas

Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua

A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada

De dentro da minha cabeça,

E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.




Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.

Estou hoje dividido entre a lealdade que devo

À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,

E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.




Falhei em tudo.

Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.

A aprendizagem que me deram,

Desci dela pela janela das traseiras da casa,

Fui até ao campo com grandes propósitos.

Mas lá encontrei só ervas e árvores,

E quando havia gente era igual à outra.

Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?




Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?

Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!

E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!

Génio? Neste momento

Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,

E a história não marcará, quem sabe?, nem um,

Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.

Não, não creio em mim.

Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!

Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?

Não, nem em mim...

Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo

Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?

Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -

Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,

E quem sabe se realizáveis,

Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?

O mundo é para quem nasce para o conquistar

E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.

Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.

Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,

Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.

Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,

Ainda que não more nela;

Serei sempre o que não nasceu para isso;

Serei sempre só o que tinha qualidades;

Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta

E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,

E ouviu a voz de Deus num poço tapado.

Crer em mim? Não, nem em nada.

Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente

O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,

E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.

Escravos cardíacos das estrelas,

Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;

Mas acordámos e ele é opaco,

Levantámo-nos e ele é alheio,

Saímos de casa e ele é a terra inteira,

Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.




(Come chocolates, pequena;

Come chocolates!

Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.

Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.

Come, pequena suja, come!

Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!

Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,

Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)




Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei

A caligrafia rápida destes versos,

Pórtico partido para o Impossível.

Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,

Nobre ao menos no gesto largo com que atiro

A roupa suja que sou, sem rol, pra o decurso das coisas,

E fico em casa sem camisa.




(Tu, que consolas, que não existes e por isso consolas,

Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,

Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,

Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,

Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,

Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,

Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -,

Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!

Meu coração é um balde despejado.

Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco

A mim mesmo e não encontro nada.

Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.

Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,

Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,

Vejo os cães que também existem,

E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,

E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)




Vivi, estudei, amei, e até cri,

E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.

Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,

E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses

(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);

Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo

E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.




Fiz de mim o que não soube,

E o que podia fazer de mim não o fiz.

O dominó que vesti era errado.

Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.

Quando quis tirar a máscara,

Estava pegada à cara.

Quando a tirei e me vi ao espelho,

Já tinha envelhecido.

Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.

Deitei fora a máscara e dormi no vestiário

Como um cão tolerado pela gerência

Por ser inofensivo

E vou escrever esta história para provar que sou sublime.




Essência musical dos meus versos inúteis,

Quem me dera encontrar-te como coisa que eu fizesse,

E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,

Calcando aos pés a consciência de estar existindo,

Como um tapete em que um bêbado tropeça

Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.




Mas o dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.

Olhou-o com o desconforto da cabeça mal voltada

E com o desconforto da alma mal-entendendo.

Ele morrerá e eu morrerei.

Ele deixará a tabuleta, e eu deixarei versos.

A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.

Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,

E a língua em que foram escritos os versos.

Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.

Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente

Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,

Sempre uma coisa tão inútil como a outra,

Sempre o impossível tão estúpido como o real,

Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,

Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.




Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),

E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.

Semiergo-me enérgico, convencido, humano,

E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.




Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los

E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.

Sigo o fumo como uma rota própria,

E gozo, num momento sensitivo e competente,

A libertação de todas as especulações

E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.




Depois deito-me para trás na cadeira

E continuo fumando.

Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.




(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira

Talvez fosse feliz.)

Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.




O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).

Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.

(O dono da Tabacaria chegou à porta.)

Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.

Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo

Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.




Álvaro de Campos, in "Poemas"

Heterónimo de Fernando Pessoa

sexta-feira, 9 de março de 2018

Abrindo o jogo nos FIIs




Rendimentos de FIIs caindo


Bem amigos da finansfera, vamos à atualização da carteira de FIIs.

Entraram no jogo FIIB e JSRE. Novos aportes feitos em HGLG, KNRI, BBRC, ABCP, GGRC e MFII. Talvez mantenha o time e só reinvista. Acompanhar ativos demais dá trabalho. Vamos vendo.
Mês passado deu um DY de 0,71%.
A corretagem zero da rico acabou facilitando a diversificação.
A maioria dos FIIs tem tido valorização desde o início da carteira e os rendimentos são muito bons. Mas tenho consciência de que é renda variável. A maior parte da carteira está em renda fixa, o que ajuda a segurar o jogo em  durante as variações.





Acho FII cada vez melhores quando vejo problemas com imóveis físicos. Fiquei sabendo que meu inquilino e o vizinho saíram nos sopapos por causa de barulho no meu ap... soda. Se tivesse em FII  esse recurso, tava caindo grana limpinha na minha conta, mais abundante, e sem encheções de saco.




Destaque para a live disponível no canal da SUNO no youtube com os grandes comentaristas Artur Vieira de Moraes e Marcos Baroni




Abaixo os 11 titulares. Abraço e até a próxima.